Inclusão Social – Aceitação e Adaptação Através da Arte

Em todo o mundo, artistas com deficiências físicas e de desenvolvimento estão usando sua arte como meio de Inclusão Social,  de modo a compartilhar suas experiências produzindo matérias com novas narrativas de aceitação e adaptação.

Todos os artistas apresentados aqui enfrentaram as adversidades, alguns desde o nascimento. No entanto, eles bravamente usam suas únicas maneiras de acessar o mundo para criar arte e contar suas histórias.

O reconhecimento das limitações, mas ao mesmo tempo a vontade superá-la, caracteriza um força poderosa, criando a liberdade e promovendo a aceitação, respeito e apoio.


Inclusão Social - Aceitação - SUE AUSTIN e Adaptação

SUE AUSTIN

Sue Austin é uma artista multimídia que usa a cadeira de rodas de forma criativa para mudar percepções de deficiência. Fundadora do Freewheeling, ela é bem conhecida por “Creating the Spectacle!”(2012), um projeto que envolve um filme onde ela usou uma cadeira de rodas modificada para mergulhar debaixo d’água.

Movendo-se livremente e graciosamente em um espaço tridimensional, ela desafia o limite do que é possível, ou “impossível”, quando se trata de diferentes órgãos e habilidades. 


Inclusão Social - Aceitação e Adaptação -  ANDREY DRAGUNOV

ANDREY DRAGUNOV

Andrey Dragunov  24 anos, nasceu surdo, e se expressa através de uma dança inovadora. Desde os quinze ele pratica “finger-tutting,”um novo estilo de dança de rua (geralmente ligados à comunidade hip-hop) feita com os dedos.

Semelhante a uma linguagem de sinais, mas em vez de palavras, as mãos criaam formas interpretativas e símbolos que pulsam e fluem com a música. A experiência visual da batida através do corpo.



PING LIAN YEAK

Linhas e cores dançam na alegre obra de arte de Ping Lian Yeak. Quando tinha apenas oito anos de idade, ele disse: “Eu quero ser um artista”. Nascido com autismo, ele evitava contato físico e se esforçava para se comunicar.

Com a ajuda de sua mãe e de professores, ele aprendeu a libertar sua arte. Agora, com vinte e três anos, é reconhecido como um artista prodigioso. Suas obras retratam centros urbanos em todo o mundo, capturando a grandiosidade da arquitetura e a energia das pessoas.


MARIAM PARÉ

Mariam Paré é artista e advogada, acometida por uma lesão medular, quando aos vinte anos de idade, foi atingida por uma bala perdida na parte de trás do pescoço, o atirador nunca foi encontrado.

No primeiro ano após a sua lesão, ela encontrou-se perdida em um labirinto de confusão, culpa, depressão e pensamentos suicidas. Ela começou a pintar durante a reabilitação, mas porque suas mãos tremiam muito, começou a usar a boca para segurar os pincéis.

A técnica de pintura com a boca, Paré aprendeu sozinha por tentativa e erro, desenvolvendo um estilo que permite a ela para criar retratos e cenas repletas de brilho.

Agora, dezessete anos depois do trágico incidente, ela tem o prazer de ser uma artista. Quando não está pintando, Paré compartilha sua história, e ensina como transformar a adversidade em oportunidade. 


Inclusão Social,  o poder e beleza que vem com o reconhecimento das diferentes formas de ver e estar no mundo.


HOLLY HOLDER

Por quase 30 anos, Holly Holder trabalhou internacionalmente como maquiadora em vários sets de cinema e TV. Em 2000, ela foi diagnosticada com retinite pigmentosa , uma doença degenerativa hereditária que causa grave comprometimento da visão.

Em 2014, ela teve que parar de fazer maquiagens, devido à perda de sua visão. Após um período de depressão, ela voltou a pegar seus pincéis. A pintura lhe trouxe uma sensação de paz, e em outubro de 2016, ele lançou sua primeira exposição, intitulada “Out of the Dark”.

Seu trabalho caracteriza-se por paisagens enevoadas infundidas com emoção, inspiradas por lugares que ela viveu, como Valência, na Espanha e sua atual casa em Harrogate, North Yorkshire.


CLAIRE CUNNINGHAM

Claire Cunningham é uma artista performance baseada em Glasgow, Escócia. Ela incorpora suas muletas em seu trabalho, utilizando-as para expressar sua própria fisicalidade e expandir as definições de técnicas de dança. Seus shows solo são poderosos  e iluminandos, com base em suas experiências e questões pessoais profundas.

No vídeo Cunningham descreve as inspirações da por trás do trabalho “Give Me a Reason to Live” (2014).  Não só ela usa suas muletas para transmitir o que é capaz de fazer, mas com coragem, mostra o que seu corpo não pode fazer.

Além de compartilhar sua história, ela também procura incentivar outras pessoas, a usar a dança para expressar e explorar a si mesmas.



JESSICA PARK

Jessica Park é uma artista autodidata com autismo. Sua mãe, já falecida Clara Claiborne Park , escreveu extensivamente sobre a experiência de sua filha com autismo, em um trabalho pioneiro sobre o assunto na década de 1960.

Obras de Jessica estão expostas Pure Vision Arts (PVA), uma galeria em Nova York, que oferece espaço, apoio e oportunidades para os artistas no espectro do autismo. Seu trabalho é caracterizado por pinturas detalhadas, inspirada pelo amor da artista pela arquitetura vitoriana e astronomia. Sua carreira artística continua a florescer com várias exposições e publicações apresentando seu trabalho.


CHRIS FONSECA

A dança não é uma opção, é quem eu sou”, diz Chris Fonseca, dançarino de rua com sede em Londres. Ele se tornou surdo quando criança devido a meningite e agora usa um implante coclear em um ouvido.

No entanto, ele nunca parou de dançar ao longo de sua juventude, ele se juntou a um grupo de dança formado por surdos chamado “Def Motion ”.

Seu processo criativo é diferente, para entrar em uma dança, primeiro ele tem que sentir as vibrações, em seguida, mesclar a batida com os sons que pode detectar usando seu implante. Então, a música toma conta e o tornar parte dela.

Para ver mais vídeos dele dançando visite seu canal no YouTube .


LISA BUFANO

Lisa Bufano (1972-2013) foi um artista visual, performance  e dançarina. Quando ela tinha 21 anos, ela perdeu a maioria de seus dedos e as duas pernas abaixo do joelho a uma infecção. Apesar desta enorme mudança em sua anatomia, ela nunca parou de fazer arte.

Ela produziu esculturas, pintou auto-retratos, quando estudou a vida dos amputado começou sua carreira como dançarina. “Eu sinto que tenho muitos corpos diferentes”, disse ela.  

Como experiência criou diferentes próteses para seus números. Entre seus muitos membros estavam palafitas de madeira, barbatanas aquáticos, e cordas de suspensão aéreas. A maneira como ela se movia era hipnótico, perturbador e cativante, tudo de uma só vez. 


Imagens © respectivos artistas

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Ivar L Leite

Sócio fundador do site Acta MUNDI. Formado em Administração com ênfase em Análise de Sistemas. Apaixonado por tecnologia e inovação, adora cozinhar e vasculhar a internet. Ama gatos, ler e assistir séries na TV. Encontrou na Mídia Digital uma nova paixão.

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