Therezinha Brandolim Aprendeu a Ler e Virou Artista aos 82 Anos

Therezinha Brandolim nasceu em Monte Azul Paulista, interior de São Paulo.

Quando era pequena, não teve chance de aprender a ler e a escrever.

Entre os nove filhos da casa, ela foi escolhida para ajudar no trabalho da roça.

Mais tarde, depois da morte de seu marido, tentou, mas não conseguiu. Algum bloqueio a afastava de seu objetivo.

Por dez anos fez cursos de alfabetização para adultos, sem sucesso.

Apenas aos 82 anos, Therezinha, ou Tetê, como é chamada, aprendeu a ler e a escrever. Como? Sua filha, Maria Zulmira de Souza, acertou na mosca quando procurou o Instituto Paulo Freire para resolver o problema. Foi lá que encontrou a professora especializada em alfabetização, Jany Dilourdes Nascimento.

As aulas aconteciam três vezes por semana e durante elas, a professora percebeu o talento da aluna para a arte.

Tetê desenhava em todo lugar, mas achava que aquilo não tinha nenhum valor. Chegava a esconder o que fazia.

Mas, depois que a aluna aprendeu a escrever, Jany deu a ela alguns retalhos de chita para que enfeitasse cartões de Páscoa para enviar aos parentes. Foi aí que Tetê descobriu o tecido de flores coloridas. Começou a recortar as flores para colar nos cartões. E não parou mais. Tetê Brandolim abriu novos caminhos com suas obras. Fez mais de 300 telas e tem fila de espera na lista de encomendas. Ganhou prêmios, expôs em museus do Brasil de do mundo.

A filha e sua professora acham que depois de aumentar a autoestima, aprendendo a ler e a escrever, Therezinha Brandolim passou a valorizar o seu talento, sua expressão criativa.

Antes eu olhava para as paredes, agora faço jardins coloridos”, declarou a artista.

Aos 82 anos Therezinha Brandolim Aprendeu a Ler e Escrever, Descobriu seu Talento e Abriu Caminhos para sua Arte. 








“Depois de aumentar a autoestima, Therezinha Brandolim passou a valorizar o seu talento e criatividade”



 




Saiba mais sobre o trabalho de Therezinha Brandolim em sua página no Facebook  e Instagram.

Você Sabia? …

O que é o método Paulo Freire

O educador Paulo Freire, nascido em Recife, em 1921, desenvolveu um método de alfabetização que apresentava ao aluno palavras de seu universo, seu cotidiano, despertando maior interesse e envolvimento para o aprendizado. E destas palavras ele partia para outras.
Em 1963 começou a aplicar o seu método. Na cidade de Angicos alfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Assim, foi chamado pelo presidente João Goulart para aplicar um plano nacional de alfabetização. Mas, em 1964, depois do golpe de estado, Paulo Freire foi considerado subversivo, já que também ensinava e incentivava a reflexão sobre a condição social dos alunos. Foi preso e exilado. Seu método foi substituído por outro: o Movimento Brasileiro de Alfabetização, chamado de Mobral.
Paulo Freire morreu em maio de 1997. Em 2012 foi declarado Patrono da Educação Brasileira.
Ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford.

Fontes: andragogiabrasil.com.brprojetomemoria.art.br | educacao.uol.com.br/biografias/paulo-freire


O que é Chita
O nome “chita” vem de “chintz”, um tecido originário da Índia, estampado geralmente com flores porque era proibido o uso de outras figuras. Este tecido foi levado para a Europa e muito apreciado lá. Chegou ao Brasil com os Portugueses, que impediam a fabricação aqui por comprometimento com a Inglaterra, de onde deveriam comprar o produto. Os teares do Brasil foram até destruídos por causa disso, por ondem da rainha Maria I (“A Louca”). Depois, com a vinda da família real para o Brasil, foi necessária a produção de tecido em nosso país. Voltou a chita, com sua estampa de grandes contrastes de cores primárias e secundárias, geralmente com motivos florais. Era usada pelos mais pobres, já que os estrangeiros de posses preferiam os tecidos de seus países. Acabou virando nossa identidade e é hoje muito utilizada em acessórios, roupas e itens de decoração com a cara do Brasil.

Há um livro grande e muito ilustrado sobre este assunto, chamado “Que Chita Bacana”, da editora Casa.

Fonte: audaces.com/a-historia-da-chita-um-tecido-quase-brasileiro

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Evelyn Heine

Autora infantil, formada em Jornalismo pela Cásper Líbero, trabalhou por mais de 10 anos na Editora Abril. Heine é responsável pelo conteúdo do site e blog “Divertudo”. Gosta de arte, design, música, literatura e tudo que envolve criatividade. Seu livro mais recente chame-se “Dois Gatos”.

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